sexta-feira, 19 de junho de 2015

O mago sábio e o guerreiro errante - 1° parte

Em uma época onde dragões não eram ainda lendas, e os menestréis jamais imaginariam em repetir suas canções, existia um grande e próspero reinado de um valoroso rei, e junto a ele uma linda donzela a quem todos à entoavam rainha.
Em algum dia de abril, este rei foi abençoado por um grande presente, o maior, e sempre na sua vida este foi, e o melhor que sua esposa acabara de dar-lhe, esta havia acabado de dar a luz a duas crianças, ambos os dois eram homens.
Aquela foi uma época de desfrutantes prazeres no grande reinado, a presença de duas crianças do castelão alegrava do pobre ao nobre, e seus sorrisos eram levados por alegres movimentos dos ventos até às copas das sábias árvores que descansavam nos leitosos rios e nas brandas pradarias, até o cume das velhas montanhas onde sempre era inverno, e de lá ia novamente, em qualquer lugar aonde o vento errante visitasse.
Muito tempo havia passado e o valoroso rei havia se adoentado, cansado e muito velho; vendo que próxima estaria a velha amiga de seus antepassados o rei mandou sua donzela chamar os seus dois filhos. Ele rapidamente encurtou todo o melô que iria permear aquele quarto, que tal reconhecia ser merecido, de seus filhos, e logo falou o que durante um certo tempo ocupara demasiadamente todo o seu pensar, o valoroso rei presenteou os dois com seu reinado, cada um iria possuir, logo após o falecimento do pai, uma parte idêntica à outra do grande reinado. Menor era mais o tempo quando o valoroso rei ordenou que construíssem um segundo castelo, este ficaria no mais novo reinado em linha reta ao seu. Após a morte do valoroso rei, os seus filhos, já bem mais velhos, subiram aos seus tronos.
O segundo reino, sem hesitar, cresceu em fama e gloria por todas as terras, exploradas e ermas, e todos os seres existentes souberam dos dois pequenos reinos que descendera do grande reinado do valoroso rei.
A demora não foi nem percebida quando começaram a se formar vilas e lugarejos nos arredores do novo reino, e camponeses começaram suas famílias e comerciantes passaram a ir e vir. Grande eram os reinados dos dois irmãos reis, tanta prosperidade acordou a fauna e a flora, agora não existia uma manhã sequer que não podia ser apreciada a cantoria dos pássaros ou uma tarde que um cão não bajula-se seu dono, e as vacas davam jarras e mais jarras de leite, e os belos garanhões comentavam sobre a última missão daqueles honrados cavaleiros; e rios agora saiam dos seus refúgios profundos das arrogantes florestas, os primeiros se mostravam atraídos pela luz que refletia em seu espelho aplano e aqueles que por descenderem dos mais altos picos e assim possuírem uma corrente mais larga e profunda, saiam de se pequenos braços que se alongavam e serpenteavam pradarias e colinas para conseguir passar nos dois, agora grandes, reinados. E nesses rios belas moças banhavam trapos velhos e panos amassados, e voando a suas voltas iam lá pássaros da primavera que, como em um uníssono, contrastavam com a cantoria das belas moças, também tagarelando se quisessem.

Grande era o reinado dos dois irmãos. Assim, em algum dia de maio, os dois reis decidiram fazer uma aposta.

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