segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Esperança

Beleza interior
E diferença exterior;
Grite se não pode falar,
Fale e exponha tudo,
Por fim, embaralhe e não se contenha.

Espere algo do outro;
Olhe para si e para fora
E se perca em seus labirintos,
Julgue-se, chore, é apenas o que pode fazer.

Tente falar novamente.
Esperança sem o “des”;
Grite, porém, agora, para dentro;
Decepcione o outro,
Julgue-se mais e cada vez mais.

Só tu possuis isso,
Só tu vês o que consegue ver,
Só tu pensas assim, assim! Só tu;
Espere a opinião do outro
Acabar com tu aos poucos.

Assuma a existência do seu desespero,
Assuma a exigência do seu desespero
E o permita acontecer,
Concretize-o.

Viva seu interior,
Mas crie uma máscara para visões interesseiras.

Faça, faça, faça de novo,
Faça outra vez;
Seja radical nas opiniões,
Arrependa-se, engane-se, domestique-se
E se alegre por um momento.

Lembre-se, deteriore-se,
Saiba o que vai acontecer
E espere acontecer;
Esperança com o “des”.
Chore, está na hora de procurar,
Ela, aquela mesmo,
A droga da alegria,
A droga!

Esqueça tudo isso,
Porém repita o inevitável,
O interior.


Esperança!