Beleza interior
E diferença exterior;
Grite se não pode falar,
Fale e exponha tudo,
Por fim, embaralhe e não se
contenha.
Espere algo do outro;
Olhe para si e para fora
E se perca em seus
labirintos,
Julgue-se, chore, é apenas o
que pode fazer.
Tente falar novamente.
Esperança sem o “des”;
Grite, porém, agora, para
dentro;
Decepcione o outro,
Julgue-se mais e cada vez
mais.
Só tu possuis isso,
Só tu vês o que consegue
ver,
Só tu pensas assim, assim! Só
tu;
Espere a opinião do outro
Acabar com tu aos poucos.
Assuma a existência do seu desespero,
Assuma a exigência do seu desespero
E o permita acontecer,
Concretize-o.
Viva seu interior,
Mas crie uma máscara para
visões interesseiras.
Faça, faça, faça de novo,
Faça outra vez;
Seja radical nas opiniões,
Arrependa-se, engane-se,
domestique-se
E se alegre por um momento.
Lembre-se, deteriore-se,
Saiba o que vai acontecer
E espere acontecer;
Esperança com o “des”.
Chore, está na hora de
procurar,
Ela, aquela mesmo,
A droga da alegria,
A droga!
Esqueça tudo isso,
Porém repita o inevitável,
O interior.
Esperança!