domingo, 21 de junho de 2015

Um e outro minuto.

Talvez, até, não compreenderás
a beleza deste escrito;
O silencio, o sentido momentâneo,
a ideia carregada pelas palavras,
que tal entendimento seu não enxergas;
A fase, o caminho que é trilhado sem fim.

Sem a visão do fim,
palavras e mais palavras, silenciosas,
contradição.

Essa expressão é hipocrisia de minha parte
“Me entenda ou não me escute”;
Hipocrisia!

Eu quero, por querer solo, a sua agressão,
Isso é o que engatilha mais meu ser agora;
Desejo momentâneo de algo mais,
porém preso à algo criado por mim;
O sentido não é meu objetivo,
o objetivo é ser algo e não alguém;
Me perco neste turbilhão, muitas ideias
e uma única linha escondida.

Outra forma;
Várias formas.
Expressar.
Tudo se resume em ciência,
ou nada faz parte disso.

Palavras trocadas, essas deviam ser essas.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

O mago sábio e o guerreiro errante - 1° parte

Em uma época onde dragões não eram ainda lendas, e os menestréis jamais imaginariam em repetir suas canções, existia um grande e próspero reinado de um valoroso rei, e junto a ele uma linda donzela a quem todos à entoavam rainha.
Em algum dia de abril, este rei foi abençoado por um grande presente, o maior, e sempre na sua vida este foi, e o melhor que sua esposa acabara de dar-lhe, esta havia acabado de dar a luz a duas crianças, ambos os dois eram homens.
Aquela foi uma época de desfrutantes prazeres no grande reinado, a presença de duas crianças do castelão alegrava do pobre ao nobre, e seus sorrisos eram levados por alegres movimentos dos ventos até às copas das sábias árvores que descansavam nos leitosos rios e nas brandas pradarias, até o cume das velhas montanhas onde sempre era inverno, e de lá ia novamente, em qualquer lugar aonde o vento errante visitasse.
Muito tempo havia passado e o valoroso rei havia se adoentado, cansado e muito velho; vendo que próxima estaria a velha amiga de seus antepassados o rei mandou sua donzela chamar os seus dois filhos. Ele rapidamente encurtou todo o melô que iria permear aquele quarto, que tal reconhecia ser merecido, de seus filhos, e logo falou o que durante um certo tempo ocupara demasiadamente todo o seu pensar, o valoroso rei presenteou os dois com seu reinado, cada um iria possuir, logo após o falecimento do pai, uma parte idêntica à outra do grande reinado. Menor era mais o tempo quando o valoroso rei ordenou que construíssem um segundo castelo, este ficaria no mais novo reinado em linha reta ao seu. Após a morte do valoroso rei, os seus filhos, já bem mais velhos, subiram aos seus tronos.
O segundo reino, sem hesitar, cresceu em fama e gloria por todas as terras, exploradas e ermas, e todos os seres existentes souberam dos dois pequenos reinos que descendera do grande reinado do valoroso rei.
A demora não foi nem percebida quando começaram a se formar vilas e lugarejos nos arredores do novo reino, e camponeses começaram suas famílias e comerciantes passaram a ir e vir. Grande eram os reinados dos dois irmãos reis, tanta prosperidade acordou a fauna e a flora, agora não existia uma manhã sequer que não podia ser apreciada a cantoria dos pássaros ou uma tarde que um cão não bajula-se seu dono, e as vacas davam jarras e mais jarras de leite, e os belos garanhões comentavam sobre a última missão daqueles honrados cavaleiros; e rios agora saiam dos seus refúgios profundos das arrogantes florestas, os primeiros se mostravam atraídos pela luz que refletia em seu espelho aplano e aqueles que por descenderem dos mais altos picos e assim possuírem uma corrente mais larga e profunda, saiam de se pequenos braços que se alongavam e serpenteavam pradarias e colinas para conseguir passar nos dois, agora grandes, reinados. E nesses rios belas moças banhavam trapos velhos e panos amassados, e voando a suas voltas iam lá pássaros da primavera que, como em um uníssono, contrastavam com a cantoria das belas moças, também tagarelando se quisessem.

Grande era o reinado dos dois irmãos. Assim, em algum dia de maio, os dois reis decidiram fazer uma aposta.

sábado, 6 de junho de 2015

Uma mensagem sua

Uma mensagem sua

Acho que foi pela manhã
Estava em minha cama
Meu celular com uma notificação
Uma mensagem sua

Aquela cara de sono desaparece
Pareço ser a pessoa mais feliz do mundo
Não nos falávamos a algum tempo
E eu recebi uma mensagem sua

Li aquela mensagem
Como uma criança que espera um presente
Mas que no final se decepciona

Realmente recebi uma mensagem
E apesar de não ser o que esperava
Pelo menos eu recebi uma mensagem sua

Saga de Inovas: Os 4 Imperadores

Deuses ancestrais

  No inicio existia apenas um inimaginável espaço vazio, um lugar que era ocupado apenas por dois seres, um deles viria a ser conhecido como “Primogênito”, o primeiro a ser gerado, aquele que veio do nada e o outro ser, um ser que possui características femininas, ela seria conhecida como Unfi, a primeira filha do nada. Naquele vazio não existia nada, entretanto algo os fazia ficar imóveis naquele lugar, a distancia entre eles também era algo de tamanho incalculável para qualquer outro ser, seja os que viriam logo após ou os que demorariam a surgir, mas mesmo naquela distancia seus olhares conseguiram se encontrar, surgia ali a felicidade, que se opusera a solidão que antes existia, mas essa felicidade não durou o suficiente, aquele olhar atemporal gerou algo muito maior, o amor.
  No centro daqueles dois extremos apareceu uma luz, uma luz que, apesar de nunca vista antes, parecia mais real e nostálgica do que qualquer outra coisa. Cada vez com um brilho mais forte ela os puxava para perto. Seus desejos pareciam estar se realizando, eles poderiam finalmente estar um com o outro, a felicidade e o amor aumentavam cada vez mais a medida que eles se aproximavam daquela tão sedutora luz.
  Mas ao chegar onde a luz estava nasceu a tristeza, a infelicidade propriamente dita, ao estenderem as mãos para se tocarem algo lhes impedia, uma barreira, uma energia que, logo perceberam, saía daquela luz. Ao levantarem seus rostos perceberam que, em algum momento, em algum lugar, já haviam se encontrado, e isso fez com que aquela luz crescesse se tornando assim um ser que, apesar de ser formado exclusivamente de luz, tinha uma silhueta que, aparentemente, usava uma grande armadura. Com seus olhos arregalados, pelo menos o máximo que podiam por decorrência da luz forte que se erguera em seu meio, estes se espantaram com a luz ainda mais, esta logo começou a proferir palavras.
   -Sejam bem-vindos mestres, parece que voltaram para o lugar onde tudo começou não é?- Disse a Luz.
  -Mas dessa vez eu estou aqui com vocês, e vocês estão tão fracos que mal podem falar. Se eu soubesse que me divertiria tanto já estaria brincando com vocês a mais tempo.
Ao terminar suas sentenças ele levantou suas mãos, e delas raios de luz dolorosos emanaram causando uma dor intensa nos seus alvos, que pela primeira vez iriam proferir algum som, um som de dor, mas esse representava apenas uma fração daquela dor. Risadas acompanhavam gritos, essa passou a ser a única coisa que existia naquele vazio. Aquele sádico momento só viu o seu fim quando uma força externa interveio, um ser de tamanho imensurável portando uma lança atacou a Luz fazendo com que ela se tornasse uma criatura semelhante a que lhe atacara.
   -O que você faz aqui Sentinela do Sul? - Perguntou a criatura
  -Defendendo meus senhores. Que pergunta tola Sentinela do Norte, com o passar do tempo você esqueceu-se das coisas? Ou pensou que eu assistiria a toda essa cena sem intervir? - Indagou uma doce voz feminina
   -Insolente - Gritou o Sentinela do Norte -  Achas que seu poder se compara ao meu? Inúmeras vezes você caiu diante de mim, por que seria diferente dessa vez?
   -Existem apenas pequenas diferenças. Agora meus senhores precisam de ajuda, eu darei tudo de mim, darei minha vida pela deles. Além do mais, você se esqueceu de onde está, esse universo pertence aos meus senhores, eles me darão a energia necessária para te derrotar.
  Durante esse dialogo entre titãs o casal fora arremessado para uma certa distancia de onde os sentinelas se encontravam. Suas forças pareciam serem sugadas por algo, mas ainda restava um resquício de poder, este foi utilizado para juntar suas mãos e, imóveis, eles assistiram ao que estaria por vir.
   Voltando para onde os sentinelas estavam as ofensas haviam acabado e ambos se preparavam para a última luta de suas vidas, o espaço parecia estar pronto para entrar em colapso a qualquer momento por conta da alta energia que estava presente, o Sentinela do Norte preparou suas armas, uma espada brilhante que fazia companhia a um escudo que poderia cegar qualquer um que olhasse diretamente a ela. Igualmente o Sentinela do Sul preparou a sua lança que cada vez mais aumentava seu poder ofensivo, tal poder vinha daquela a qual a empunhava.
   Sem mais delongas a hostilidade começara, o guerreiro reluzente entrou em sua posição defensiva enquanto que a lanceira rasgava o universo em seu caminho em direção ao carrasco com a ponta de sua lança, tal objeto conseguiu desintegrar o escudo com a sua força, aparentemente havia sido um ataque glorioso, entretanto a força adicional da lanceira fora gasta neste ataque e por isso ela agora estaria em desvantagem. Com um sorriso sarcástico, o guerreiro entrou em posição ofensiva e rapidamente começou a cortar sua inimiga deixando ferimentos que aos poucos ficavam mais profundos em sua pele, apesar disso nenhum sangue jorrava.
   Depois de algum tempo nesta situação, a sentinela, por não conseguir movimentar sua arma para outra investida, resolve canalizar sua energia para interromper o ataque inimigo, dando um grito que o paralisou por algum tempo. Esse momento foi o suficiente para uma nova investida, dessa vez acertando em cheio o centro do auto-exaltado Sentinela do Norte, onde aparentemente ficava concentrada sua energia vital. Ao ver isso e ao sentir a dor da lança que transpassava seu peito, o sentinela usou sua espada para desferir dois golpes fatais no adversário, um em seu pescoço e outro em seu peito, atingindo igualmente seu ponto vital.
   A Sentinela do Sul ao notar que iria morrer a qualquer momento procura seus senhores para ver se estavam bem. Se movendo com bastante dificuldade, ela encontra os dois em um estado semelhante ao seu, a beira da morte e é nesse momento que ela faz uma decisão que, se vivesse mais um pouco, poderia se arrepender. Para salvar-lhes a vida resolve dividi-los cada um em dois, já que assim eles poderiam se curar individualmente e depois poderiam se unir novamente. Assim o fez com o que lhe restava de energia. Logo após terminar de separa-los, ela começou a desaparecer no meio daquele vazio enquanto o casal estava desacordado, entretanto antes de sua existência ser apagada ela vê ao longe o Sentinela do Norte se aproximar enquanto ela nada mais podia fazer já que seu corpo estava colapsando.
   O Sentinela do Norte também estava prestes a desaparecer, mas antes disso, ao ver o que sua adversária havia feito se aproximou e proferiu uma maldição entre os seres que haviam nascido.
   -Vocês não mais se reconhecerão, serão inimigos mortais e o ódio será o único sentimento que prevalecerá entre vocês que agora nasceram. Guerra e sofrimento serão suas únicas amigas. E que assim seja para todo o sempre.
    Ao mesmo tempo que disse sua última frase esse colapsou e, da distorção do universo, nasceram os 4 imperadores celestiais. Emsoc, o invocador de criaturas ou senhor das criaturas, Alet, a senhora elemental ou senhora da natureza, Hudor, o senhor das armas, armaduras ou senhor das batalhas e da guerra e Mirza, a senhora do tempo e espaço.