quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Jardim turbulento

Pessoas são como flores
Delicadas e belas
Mas também são o joio
Danosos e inesperados

Ò bela flor tão rara nessa noite de verão
Sufocada por essas daninhas que lhe invejam
Como um fogo com sede de combustível
Sobre a mais frágil floresta

Não temeis
Estou aqui por ti
Protegerei aquilo que há de melhor em mim
Você

Pelo meu próprio punho lutarei
Mas percebi que lutava contra espinhos
Que não vinham do joio
E sim de ti

Percebi que mesmo aquilo que considero mais amável me machuca
Talvez não consegui lhe cultivei da melhor forma
No entanto sei que fiz o melhor que pude
Mas percebo que é hora da colheita

Minhas mão desprotegidas a recolhe
Uma lágrima escorre em meu rosto
Com minhas unhas retiro esses espinhos

E no final eu lhe entrego ao mundo
Flor mais bela
Cultivada nesse jardim turbulento que chamo de coração.